O Brasil é um dos seis maiores mercados mundiais de tintas, com um faturamento de R$ 10,2 bilhões em 2015, segundo a Abrafati (Associação Brasileira de Fabricantes de Tintas). O setor das tintas industriais, especialmente as de demarcação viária, é um dos que mais cresce. Isso é reflexo direto do aumento de investimentos em segurança no trânsito e dos avanços de qualidade e normatizações do setor.

A tecnologia ainda é amiga do meio ambiente e traz alto custo-benefício

Uma das principais tendências, pautada nos pilares de sustentabilidade, produtividade e durabilidade, é a substituição das tintas usuais por aquelas à base de água, que contêm de 8 a 10 vezes menos solventes e reduzem a emissão de compostos orgânicos voláteis em até 150%.

Além do perfil ambiental superior às tintas termoplásticas e de plástico a frio (base solvente), as tintas de demarcação viária possuem secagem ultrarrápida. Esse fator permite que a via seja liberada mais rapidamente e reduz a exposição a condições de risco, trazendo mais segurança aos trabalhadores e usuários da via.

A durabilidade da tinta também é um diferencial. As aplicações são até 4 vezes mais resistentes e podem ser realizadas com umidade, baixas temperaturas ou mesmo chuvisco leve. Com isso, é possível reduzir a frequência de manutenções, apresentando o melhor custo-benefício em relação aos produtos convencionais e, ao mesmo tempo, atender às exigências de regulamentações regionais e internacionais de segurança.
demarcação viária

Tecnologia a favor da segurança

Outro diferencial é o alto poder de ancoragem de esferas de vidro dessas tintas, o qual aumenta a retrorrefletividade à noite. Assim, as demarcações na via ficam muito mais visíveis quando os faróis as iluminam, proporcionando mais segurança aos motoristas.

Sustentabilidade em toda cadeia

A aplicação dos novos modelos de tintas para demarcação viária pode ser feita com equipamentos feitos de aço inoxidável que não aquecem, não geram resíduos tóxicos e são fáceis de limpar. Tal característica, além da baixa emissão de VOC (compostos orgânicos voláteis), torna essa tecnologia sustentável. Isso pode ser atestado por meio de um método que acompanha o ciclo de vida do material do berço ao túmulo e rastreia os impactos tanto na qualidade da água e do ar quanto no consumo de recursos e emissões de gases de efeito estufa.

As normatizações para essas tintas, que levam em consideração essa metodologia, já são realidade na América Latina. O Brasil está à frente nessa questão. Sistematizar a fabricação e o uso desse produto garante qualidade, confiabilidade e segurança para o mercado.